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O que é Karatê Kyokushin

O Karatê Kyokushin foi criado no Japão, em 1957, pelo Grão Mestre Masutatsu Oyama. Na opinião dele, os golpes deveriam ser reais, pois só assim cada praticante saberia seu verdadeiro potencial. Oyama criou, então, uma nova forma de luta, acrescentando o contato no Karatê. O novo estilo foi batizado de “KYOKUSHIN”, que significa “aprofundar-se na verdade” e, hoje, é praticado em mais de 100 países ao redor do mundo.

É um estilo de karatê dinâmico, baseado nos princípios do “bushido” (caminho do guerreiro), priorizando conceitos ancestrais como ser rigoroso consigo mesmo, ser compreensivo com seus semelhantes, venerar seus pais e ser fiel à pátria.

As técnicas do estilo refletem sua proposta; os treinos são duros e ostensivos, e a prática de luta pretende ser fluida. Alguns praticantes notáveis (famosos) são: Sean Connery, Dolph Lundgren, Michael Jai White, Georges St-Pierre, Sonny Chiba.

O Kyokushin não é apenas mais um estilo de Karate, tal como ele é conhecido pela generalidade das pessoas, mas sim a essência do Karate de contato pleno, tal como foi idealizado pelo seu fundador Mas Oyama (1923-1994), mas está também dentro da mais pura tradição do Budo japonês!

É a maior e mais respeitada escola de Karate (de contato) japonês possuindo mais de 15 milhões de praticantes no mundo, no âmbito das suas diferentes organiz ações. Da revolução provocada no seio das artes marciais japonesas por Sosai Oyama com o aparecimento do Kyokushin, mais tarde surgiriam muitos estilos derivados dele onde se incluem: Budokai, Ashihara Karate, Enshin, Daido Juku, Shidokan, Seido, entre muitos outros. Destaca-se o moderno Kick Boxing japonês ou popular K-1, cujos fundadores foram destacados membros do Kyokushin!

BENEFÍCIOS

Os benefícios advindos da prática do Karatê Kyokushin subdividem-se em três principais aspectos:

 

1) EDUCACIONAL:

O Karate Kyokushin tem como um de seus principais objetivos a construção do caráter de seu praticante, sobressaltando a humildade e integridade moral, ética e de personalidade de seus adeptos, além da não-discriminação de raça, credo, idade, sexo e condição social.

As academias não são apenas um lugar para a prática esportiva. São, principalmente, uma escola onde se procura complementar a educação das crianças e fortalecer o caráter dos adultos, por meio da disciplina, do respeito, da cortesia e das demonstrações de conduta moral.

 

2) ESPORTE:

Como prática esportiva, o Karatê Kyokushin não tem restrição à idade ou sexo, pois seus exercícios são condicionados à capacidade individual de cada praticante, sempre objetivando um maior desenvolvimento físico. Além disso, movimenta toda a estrutura muscular do corpo humano, sendo assim considerado uma modalidade esportiva completa:

– Combate o estresse

– Auxilia no sistema cardiorrespiratório

– Melhora a coordenação motora e a elasticidade por meio de exercícios de alongamento

– Elimina as toxinas e reduz o excesso de peso

– Desenvolve e melhora a concentração, o raciocínio, a observação e percepção sensorial

– Aumenta a autoestima e autoconfiança

– Torna o organismo mais resistente e saudável

 

3) DEFESA PESSOAL:

Além dos benefícios nos aspectos educacionais e esportivo, o Karate Kyokushin Oyama demonstra ser também uma eficiente forma de defesa pessoal, só utilizada em casos de extrema necessidade, pois seus adeptos adquirem grande autoconfiança e percepção de conduta, o que normalmente os afasta da necessidade de utilizar seus conhecimentos da arte marcial.

História de “Masutatsu Oyama” fundador do Karatê Kyokushin

 

Hyung Yee nasceu na Coréia em 1923. Adotou o nome japonês “Masutatsu Oyama” (elevação da alta montanha) quando decidiu dedicar sua vida ao karatê.

Em sua terra natal, Hyung Yee descobriu cedo as artes marciais locais, principalmente o tae-kyon e o tae-kwon-pup, raízes do tae-kwon-do. Ainda em seu país, Oyama estudou também diferentes formas do kenpo chinês e japonês. Nessa época, o principal modelo de Oyama era Otto von Bismarck, unificador da Alemanha. “Queria ser o ‘Bismarck do Oriente’. Então, saí de casa aos 13 anos e fui para Tóquio”.

Na capital japonesa, Oyama praticou inicialmente o judô. Em 1938, matriculou-se na escola de karatê shotokan. “Pratiquei o shotokan, mas já duvidava de sua abordagem linear. Não gostava da ideia de controlar minhas técnicas. Era rígido demais para mim, então saí”. Oyama deixou o dojo shotokan dois anos depois. Passou a dedicar-se, então, ao goju-ryu e ao estudo Zen.

“No karatê, o espírito conta mais que a técnica ou a força. É ele que permite ao indivíduo se mover e agir em plena liberdade. Para fortalecer o espírito, a meditação Zen é muito importante. Através dela, podemos vencer a emoção e o pensamento. O homem que quer seguir a via do karatê não pode negligenciar o Zen e o aperfeiçoamento espiritual”.

Exílio voluntário

Em 1948, Oyama se impôs um exílio voluntário de 18 meses, no monte Kiyosumi (Japão). “Todos que se dedicam a uma causa devem passar por um período de isolamento. Meu treinamento cotidiano começava bem cedo, com uma sessão de purificação espiritual sob as águas geladas de uma cascata. Depois, eu voltava correndo à minha humilde moradia para continuar o treino. Mudava pedras e troncos de árvores de lugar, mergulhava nas torrentes geladas. E terminava o treino matinal com nova sessão de meditação. A tarde era dedicada à prática do karatê. Instalei makiwaras nos troncos das árvores e os golpeava durante várias horas, com os punhos e com os pés. Exercitava também o quebramento até que o estado de minhas mãos me impedisse de continuar”.

Na medida em que Oyama tomava consciência de sua força, um projeto começou a germinar em seu espírito: o de realizar uma façanha fora do comum, que provasse a superioridade do karatê sobre todas as outras formas de combate a mãos nuas. Decidiu repetir o feito de certos praticantes de kenpo de Okinawa e abater touros.

 

Duelo com touros

Oyama foi a diferentes matadouros da prefeitura de Shiba, a fim de testar seu poder de golpe. Depois de várias tentativas cuidadosas, ele conseguiu abater o primeiro touro. A técnica consistia em desferir um golpe com o punho direto (tsuki) sobre a fronte do animal.

Em 1950, pela primeira vez, Oyama enfrentou um touro em uma arena. O animal dobrou sob o efeito do primeiro tsuki, mas Oyama não conseguiu acabar com ele. Tentou um golpe circular com a mão (mawashi-shutô-uchi) e quebrou os chifres do animal. Depois disso, no Japão e nos Estados Unidos, enfrentou 52 touros, partindo os chifres de 49 e matando os outros três. Um desses confrontos foi filmado pela Shochiku Motion Picture.

 

A prova dos cem combates

Ainda restava um desafio a ser vencido. Oyama decidiu reviver, no Karate Kyokushin, uma antiga prova praticada nas escolas de kendo e judô: os cem combates.

Oyama foi além. Lutou por três dias consecutivos. Cem combates a cada dia. Oyama saiu seriamente ferido de uma das provas, mas venceu todas elas.

 

A Organização

Entre 1952 e 1954, a convite da US Professional Wrestling Association, Oyama fez mais de 200 demonstrações pelos Estados Unidos e aceitou numerosos desafios contra lutadores e pugilistas. “ ;Na verdade, não tinha vontade de partir nessa turnê. Desgostava-me aceitar dinheiro por demonstração de Budo, mas era preciso viver. Ofereciam-me 100 dólares por semana e todas as despesas pagas. Para o pós-guerra, no Japão, era uma fortuna. Eu era muito forte nesse tempo. Poderia ser campeão de atletismo, mas tudo que me interessava era o karatê”.

Em 1954, Oyama retornou ao Japão onde fundou o primeiro “Oyama Dojo”. A organização Kyokushin-Kai foi fundada três anos mais tarde, em 1957. Oyama preferiu deixá-la à margem das outras organizações japonesas de karatê, pois não apreciava o business-karatê e os constantes desentendimentos da Japan Karate Association. Pagou um alto preço por isso. “Queria realizar o primeiro campeonato mundial no salão de artes marciais (Budo-kan), em Tóquio. Era o único imóvel capaz de acomodar mais de 10 mil espectadores. Entretanto, notificaram-me que o Budo-kan não seria alugado para mim, pois achavam que o Kyokushin não era um karatê legítimo. Porém, mais tarde, verifiquei que um poderoso dirigente de outra associação de karatê estava por trás do incidente. Alguns anos antes, ele havia me oferecido uma grande ajuda financeira se eu concordasse em filiar o Kyokushin à sua organização, mas eu recusei”.

Em 1958, Edward Bobby Lowe criou a ramificação havaiana da Kyokushin-kai e, no ano seguinte, organizou, em Honolulu, o First Hawaian Karate Tournament, primeiro torneio oficial de Karatê Kyokushin. Nessa ocasião, Oyama fez uma demonstração de kata e quebramento. Em 1960, o segundo torneio havaiano já contava com a participação de 16 países. Em 1962, foi organizado no Madison Square Garden, em Nova Iorque, o primeiro North American Open Karatê Tournament. Dois anos depois, a organização Kyokushin já ocupava espaço na crônica internacional ao ter aceitado um desafio lançado por lutadores tailandeses. A escola de Oyama delegou três de seus representantes para ir a Bangkok.

Neste mesmo ano, foi criada a International Karate Organization (IKO). Hoje, a organização Kyokushin está presente em mais de 130 países. Todos os anos, em cada um deles, realizam-se competições regionais e nacionais que preparam os competidores para o torneio mundial de Tóquio a cada quatro anos.

KARATÊ HORÁRIOS

Mini Karatê Infantil (03 e 04 anos)

Sábado das 9:30h às 10:15h         – Sensei Hellen

Karatê Infantil (05 a 10 anos)

3º e 5º Feira das 9h às 10h         – Sensei Hellen

3º e 5º Feira das 17h às 18h       – Sensei Hellen

3º e 5º Feira das 18h às 19h       – Sensei Hellen

 

Karatê Adulto (a partir de 11 anos)

3º e 5º Feira das 19:15h às 21h – Shihan Ronan

Sábado das 10:30h às 12h – Shihan Ronan